Pois se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também lhes perdoará.
Esse versículo parece uma transação à primeira leitura — perdoe e você será perdoado, como uma troca. Mas fique com ele por mais tempo e ele começa a soar mais como uma descrição de como o perdão realmente funciona do que uma regra que alguém inventou. Pessoas que se recusam a perdoar tendem a ficar presas no que aconteceu com elas. Pessoas que perdoam tendem a sair disso, mesmo quando a outra pessoa nunca pede desculpas.
Talvez você já tenha notado isso em você mesmo, numa escala menor — como guardar rancor parece castigar a outra pessoa, mas de algum jeito é você quem não consegue dormir. Recusar o perdão raramente atinge quem te machucou. Na maioria das vezes, só te mantém amarrado ao momento em que foi machucado.
Você não precisa forçar um perdão que ainda não sente. Mas talvez valha perguntar quem, de fato, ainda está pagando pelo que aconteceu — a pessoa com quem você está bravo, ou você.
Se você tem curiosidade sobre o que seria preciso para realmente se libertar de algo que ainda carrega, vale a pena encarar isso com honestidade.
Um vídeo curto sobre isso está a caminho — por enquanto, continue lendo.