Mas eu confio em teu amor eterno; meu coração se alegra na tua salvação.
"Mas eu confio em teu amor eterno." Leia o resto do Salmo 13 antes de chegar a essa linha e você vai encontrar alguém perguntando a Deus até quando será esquecido, até quando vai lutar com os próprios pensamentos e carregar tristeza todos os dias. Não é um salmo que começa calmo. Começa perto do desespero.
O que é notável é onde ele termina — não porque as circunstâncias mudaram, mas porque algo no autor se moveu em direção à confiança mesmo assim. "Meu coração se alegra" não é a última palavra porque tudo foi resolvido. É a última palavra porque ele escolheu apostar sua esperança num amor que já tinha se mostrado firme antes, mesmo enquanto o momento presente lhe dava todo motivo para duvidar.
Isso não é otimismo cego. É uma decisão tomada no meio da dor real, não depois dela. Se você está mais perto do começo deste salmo do que do final agora, esse não é um lugar desqualificante para começar — é exatamente onde este versículo também começa.
Se a sua oração sincera agora soaria mais como um lamento do que um louvor, esse ainda é um lugar honesto para começar a procurar Deus.
Um vídeo curto sobre isso está a caminho — por enquanto, continue lendo.