Pois eu sei aqueles em quem tenho crido, e estou convencido de que ele é poderoso para guardar aquilo que lhe confiei até aquele dia.
Paulo escreveu essa frase na prisão, o que torna a confiança nela algo que vale a pena parar para considerar. Ele não está dizendo que entende tudo ou que suas circunstâncias fazem sentido. Está dizendo algo mais restrito e, na verdade, mais útil: eu sei em quem tenho crido. Não o quê — em quem. A certeza não está em ter todas as respostas. Está em confiar o suficiente numa pessoa para entregar algo a ela.
Esse é um tipo de fé diferente de ter as perguntas resolvidas. É mais parecido com o que você faz quando entrega as chaves do seu carro a alguém de confiança, ou seu filho a alguém em quem confia sua segurança — não porque toda variável está sob controle, mas porque você conhece a pessoa.
Você talvez ainda esteja longe desse tipo de confiança, e tudo bem. Mas vale a pena notar o que Paulo está realmente afirmando: não que a vida vai fazer sentido, mas que ela pode ser confiadamente entregue a alguém que faz.
Se você está mais interessado em confiar numa pessoa do que em resolver toda pergunta sem resposta primeiro, esse já é um bom ponto de partida.
Um vídeo curto sobre isso está a caminho — por enquanto, continue lendo.