Pois vocês não receberam um espírito que os escravize para novamente temerem, mas receberam o Espírito que os adota como filhos, por meio do qual clamamos: "Aba, Pai".
"Um espírito que os escravize para novamente temerem." Leia essa frase devagar e ela pode descrever um sentimento que você conhece bem — a sensação de estar sempre a um erro de decepcionar alguém, sempre administrando uma imagem, sempre um pouco na defensiva esperando julgamento.
Muita gente que se afastou da religião se afastou exatamente desse sentimento. Se Deus é basicamente um senhorio conferindo se o aluguel foi pago, ou um chefe avaliando seu desempenho, faz sentido querer sair dessa. Este versículo nomeia esse medo e então diz que algo diferente está sendo oferecido — não uma versão melhor do mesmo arranjo ansioso, mas um relacionamento inteiramente diferente. Adoção, não emprego. "Aba" está mais perto de "papai" do que de "pai" formal — uma palavra informal e confiante que uma criança usa sem calcular se a mereceu.
Quer você acredite nisso ainda ou não, vale notar o que está de fato sendo afirmado: não que você precise atuar para conquistar aceitação, mas que você já seria recebido como família, sem audição necessária.
Se a versão de Deus baseada no medo é a única que você já conheceu, pode valer a pena descobrir como Jesus descrevia o Pai de forma tão diferente.
Um vídeo curto sobre isso está a caminho — por enquanto, continue lendo.