É necessário que ele cresça e que eu diminua.
João Batista diz isso bem quando seu próprio grupo de seguidores começa a diminuir e o de Jesus a crescer. É necessário que ele cresça, e que eu diminua. A maioria das pessoas lutaria contra essa mudança. Ele a chama de necessária — até boa.
Há algo quase aliviante nisso, se você pensar em quanta energia gastamos sendo o centro da própria história. Cuidar da imagem, proteger a reputação, garantir o crédito. João encontrou um jeito de soltar tudo isso sem que soasse como derrota.
Você não precisa se comprometer com uma vida inteira de apagamento pessoal para achar isso interessante. Só repare na liberdade na voz dele — um homem que parou de precisar ser o protagonista, e de alguma forma soa mais leve por isso, não menor.
Se a parte cansativa da vida tem sido ficar sempre no centro dela, isso talvez mereça um segundo olhar.
Um vídeo curto sobre isso está a caminho — por enquanto, continue lendo.